Efficacy of folic acid supplementation in stroke prevention


Folato previne AVC’s

Questão clínica
A suplementação com ácido fólico previne os AVC’s?

Resumo
Se esses autores identificaram todos os ensaios clínicos relevantes, a suplementação com ácido fólico por pelo menos 36 meses previne os acidentes vasculares cerebrais (AVC’s), especialmente em pacientes sem história prévia.

Nível de evidência: 1 a-

Referência
Wang X, Qin X, Demirtas H, et al. Efficacy of folic acid supplementation in stroke prevention: a meta-analysis. Lancet 2007;369:1876-1882.

Desenho de estudo: meta análise (de ensaios randomizados controlados)

Apoio financeiro: auto financiado ou sem financiamento

Distribuição da amostra: mascarada

Casuística: pacientes ambulatoriais (quaisquer)

Discussão
Esses autores realizaram buscas no MEDLINE e as complementaram buscando as bibliografias dos artigos encontrados e entrando em contato com especialistas na área para identificar ensaio randomizados controlados sobre a suplementação alimentar com ácido fólico para a prevenção dos acidentes vasculares cerebrais. Uma vez que eles não realizaram buscas em outras bases de dados, no entanto, eles podem ter deixado escapar estudos elegíveis. 2 pesquisadores avaliaram a inclusão dos estudos de maneira independente e um terceiro julgou as discrepâncias. Os autores incluíram oito ensaios com 16. 841 pacientes portadores de condições preexistentes tais como AVC anterior, doença arterial coronariana e doença renal terminal. Os estudos duraram entre 24 e 72 meses. As doses de folato variaram entre 0,5 a 15 mg diários. Dois dos estudos foram ensaios abertos. Entre os pacientes que receberam folato, 4,2% tiveram um AVC em comparação com 5,1% dos pacientes-controle (número necessário para tratar = 104; IC de 95%: 63 – 306). Os pacientes, em geral, não tiveram benefício em comparação com o placebo se tratados por menos do que 36 meses ou se tivessem tido um AVC anterior. De maneira interessante, nos países que fortificam os alimentos com ácido fólico (primariamente os EUA e Canadá), os resultados não foram estatisticamente significativos. Finalmente, os autores não realizaram buscas explícitas por estudos não publicados. Uma vez que há um forte viés em direção à publicação de estudos com resultados positivos, esses dados podem estar viciados.

 

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